Rouquidão: o que pode ser e como tratar

Rouquidão

A rouquidão é um sintoma relativamente comum na prática clínica. Suas causas podem ser diversas e, muitas vezes, melhoram espontaneamente. Em casos de permanência prolongada desta queixa, sua etiologia deve ser investigada.

A laringe é o órgão onde encontram-se estruturas que participam da passagem do ar, proteção da via aérea e a fonação.  A disfonia (rouquidão) pode acontecer, em muitos casos, pelo uso exagerado da voz, infecções nas vias aéreas, como gripes e resfriados, dentre outras. Existem também outras possíveis causas para este sintoma.

Possíveis causas da rouquidão

Além das causas simples já mencionadas, a voz pode ficar rouca pelos seguintes motivos:

  • Refluxo gastroesofágico/laringofaríngeo;
  • Alergias, especialmente a alimentos;
  • Inalação de substâncias irritantes para a garganta;
  • Câncer de laringe, garganta, tireoide ou pulmão;
  • Tosse crônica;
  • Fumo e álcool em excesso;
  • Histórico de entubação orotraqueal (uso de tubo para respiração);
  • Objeto estranho;
  • Puberdade;
  • Lesões em pregas vocais (benignos malignos)

Para avaliação do quadro, fique atento caso o paciente apresente:

  • Oscilações ou perda frequente da voz;
  • Piora progressiva da qualidade vocal;
  • Tempo de sintoma;
  • Sinais inflamatórios/infecciosos, tais como: febre, prostração…;
  • Histórico de alergias;
  • Dor à deglutição ou sangramento pela garganta.

Avaliação e Tratamento

A avaliação da disfonia deverá ser realizada pelo médico especialista Otorrinolaringologista, que examina a via aérea com exames endoscópicos, como por exemplo, a Videolaringoscopia para visualização direta da oro e hipofaringe, além da laringe. 

Feita a avaliação, o tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos, fonoterapia e/ou até com cirurgia, nos casos selecionados.  

O mais importante é que o tratamento direcionado ocorre após avaliação especializada, com a(s) devida (s) investigação (ões) do quadro clínico. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como otorrinolaringologista e médica do sono no Rio de Janeiro.

Cirurgia de desvio de septo: como funciona

Cirurgia de desvio de septo

O nariz é a porta de entrada da coluna aérea, tornando-se parte fundamental do ciclo respiratório adequado.

Além do caráter estético da harmonização facial, o nariz permite que o ar inspirado pelas narinas seja filtrado, aquecido e enviado de maneira eficiente para os pulmões.

Portanto, a anatomia do septo e suas estruturas relacionadas, como os cornetos, deve permitir que este ciclo aconteça plenamente.

Quando a cirurgia de desvio do septo é indicada

O septo é formado por uma parte cartilaginosa e outra, óssea, e ele separa as narinas esquerda e direita.

Esta estrutura, em algumas pessoas, pode encontrar-se desviada para um lado ou para o outro, podendo acarretar obstrução nasal.

Desta maneira, a dificuldade da respiração nasal pode ser frequente, acarretando problemas diurnos e também noturnos para o paciente. Isto porque, a respiração pela boca não é tão eficiente quanto à respiração nasal pois, apesar da boca aparentar ser maio que o espaço do nariz, a aerodinâmica do septo e dos cornetos nasais, torna o fluxo aéreo laminar.  Com isso, maior quantidade de ar chega até os pulmões, ao contrário do que acontece quando é pela boca.

A avaliação tanto da anatomia nasal, quanto da funcionalidade da mucosa nasal ( “membrana” que reveste o nariz) é muito importante para determinar ou não a  indicação da cirurgia de correção do desvio septal (associado ou não `chamada turbinectomia, para diminuição dos cornetos). 

Outros sintomas que podem indicar que o desvio do septo é significativo são: roncos, parada da respiração (apneia) durante o sono, sinusites de repetição, dores de cabeça frequentes, respiração pela boca, dentre outros.

Caso o paciente apresente estes sintomas de maneira recorrente, o Otorrinolaringologista deve ser procurado para avaliação completa da via aérea superior.

Como é feita a cirurgia de desvio do septo nasal

A correção de desvio do septo e melhora da perviedade nasal é uma cirurgia considerada de baixo risco. 

O paciente realiza exames pré-operatórios para avaliação da coagulação, aparelho respiratório baixo (pulmão) e risco cardiovascular, quando necessário. Uma consulta pré-operatória é realizada com a equipe anestésica para a avaliação do risco cirúrgico. Outro consulta prévia ao procedimento é feita com o fornecimento das orientações pré e pós-operatórias, para esclarecimento das dúvidas dos pacientes.

A internação hospitalar é feita no dia da cirurgia, com alta, em sua maioria, no mesmo dia. 

Como o nariz e os seios da face são muito vascularizados, os maiores cuidados no pós são em relação à diminuição do risco de sangramento. É sempre orientado ao paciente repouso relativo no início e que evite sol, calor, esforço físico durante a primeira semana, principalmente. A alimentação deve ser fria ou gelada.

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